quinta-feira, setembro 23, 2010

O tsunami que você criou


Agora você se afoga com suas próprias lágrimas,
A solução no meu ponto de vista parecia ser mais simples,
Talvez uma conversa, quem sabe um passeio,
Mas todo o receio criou a distância. E que assim seja.
Tudo deu errado, e eu não queria que você chorasse.
Eu não queria, mas querer não é poder.
E hoje vejo você pedindo socorro, sendo levada pela correnteza salgada,
Correnteza feita por suas lágrimas,
Meu pedido caiu em ouvidos surdos, e agora sou jogado contra a parede.
Minha cabeça e suas mil voltas desordenadas,
Nada aqui é auto-explicativo,
Eu vou me matando sem perceber,
Assistindo você morrer sem te salvar, sem querer ao menos tentar.

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